Deuses, Titãs e Máquinas
A inteligência artificial pode ser tecnologicamente nova, mas os medos que desperta são antigos. Neste ensaio, os mitos de Prometeu, Pandora, Talos e Frankenstein servem como espelhos para compreender quatro dilemas centrais da IA: a distribuição do poder, a irreversibilidade da liberação tecnológica, a autonomia sem julgamento e a responsabilidade dos criadores. Entre o fogo roubado dos deuses, o jarro que não pode ser novamente fechado, a máquina que obedece sem hesitar e a criatura abandonada por seu inventor, emerge uma pergunta essencial: somos sábios o bastante para governar aquilo que já aprendemos a criar?