Temos mais informação, mais tecnologia e agora mais inteligência artificial do que qualquer geração anterior. Mas estamos nos tornando mais sábios? Há dois mil anos, Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio enfrentavam problemas que nenhum algoritmo ainda resolveu: medo, incerteza, tempo desperdiçado, perda de controle e a difícil questão de como viver bem. O estoicismo não oferece um atalho para a felicidade. Oferece algo mais exigente — e talvez muito mais valioso: a disciplina para distinguir aquilo que podemos mudar daquilo que não podemos, resistir à disputa incessante por nossa atenção e construir caráter em um mundo cada vez mais capaz de pensar por nós. A inteligência artificial pode auxiliar o pensamento. Não pode terceirizar o caráter.