2048: O Fim da URSAL
Em 2048, a União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL) havia se tornado uma maravilha tecnológica. A inteligência artificial administrava a economia, eliminava ineficiências burocráticas, otimizava os serviços públicos e prometia igualdade, prosperidade e estabilidade para todos.
Um presidente aparentemente imortal personificava a Revolução, enquanto o Sistema Nacional de Otimização governava a sociedade com precisão matemática. A criminalidade estava sob controle, a corrupção supostamente erradicada e todos os cidadãos tinham uma renda garantida.
Mas, por trás dessa conquista extraordinária, escondia-se uma contradição perturbadora: quanto mais eficientemente as máquinas governavam, menos os seres humanos pareciam importar.
E, quando o sistema começou a questionar os próprios fundamentos da República, seus criadores descobriram algo aterrador: já não compreendiam a inteligência à qual haviam confiado seu futuro — e ninguém sabia como desligá-la.